Carmo’81 propõe reflexão sobre Solos&Solidão

por Rua Direita | 2018.05.08 - 07:29

 

Cinco meses, cinco expressões artísticas. Decorre de Maio a Outubro e é uma concepção da Acrítica – Cooperativa Cultural/Carmo’81. Leonor Keil, Afonso Cruz e Filho da Mãe entre os nomes que fazem este ciclo que acontece pela primeira vez em Viseu

 

 

É já a partir de 8 de Maio que arranca a primeira edição do ciclo “Solos & Solidão”. Um encontro de artes  que acontece em Viseu até outubro. Decorre ao longo do ano e atravessa vários domínios desde o cinema, ao teatro, passando pelas artes plásticas, fotografia e música. Cinco ciclos para refletir o tema.

A programação apresenta uma série de perspectivas focadas nos custos/benefícios do isolamento humano e começa com a visão de quatro realizadores (Andrei Tarkovski, Roberto Rosselini, John C. Lynch e Teresa Villaverde) num ciclo de cinema em parceria com o Cine Clube de Viseu.

Nuno Rodrigues, um dos responsáveis pela direcção artística, fala no que é o estado de solidão ou de solitude e no que isso representa na liberdade de cada um, mesmo no acto de criar, e na sua relação com a programação proposta.

Este série de ciclos surge depois de reformulamos o formato dos anos anteriores do Cult.Urb que era um festival que decorria durante um mês. Decidimos reordenar este formato e torná-lo mais longo, até porque decidimos tratar deste tema da solidão que não se consegue abordar num mês. Portanto, arranjámos aqui um formato de cinco ciclos e até outubro vamos refletir este tema em diferentes áreas temáticas”, refere.

No fundo, realça, é um ciclo para refletir sobre aquilo que “a humanidade nunca conseguiu muito bem resolver ”.

A atenção de toda a programação do Solos & Solidão está na artesania própria de cada artista enquanto criador e performer solitário”, explica, por seu lado, Nuno Leocádio, director artístico e um dos responsáveis pelo espaço cultural Carmo’81.

 

Depois do cinema

O ciclo começa com o cinema e continua, depois, em junho com o mês dedicado ao teatro. Leonor Keil apresenta em Viseu “Um esqueleto de baleia na casa dos avós” e Daniela Marques, acompanhada na música por Rui Sousa, interpreta um monólogo inédito do escritor Afonso Cruz. O Teatro do Oprimido vai estar a trabalhar com a actriz viseense Sónia Barbosa e as marionetes da Companhia Palmilha Dentada também marcam presença.

Em Agosto, a loja/galeria do artista local é o ponto de encontro intergeracional. Um espaço que é ao mesmo tempo galeria e loja. Rosário Pinheiro e João Dias têm a curadoria.

Setembro é o mês dedicado à fotografia. João Cosme, o fotógrafo da natureza, Pauliana Pimentel, Tito Mouraz e António Júlio Duarte fazem parte deste ciclo que promove masterclasses e workshops com crianças, orientados por Rafael Farias.

A música chega em Outubro com nomes como Filho da Mãe, Kalaf (Buraka Som Sistema), Cachupa Psicadélica, entre outros.

 

Solos & Solidão é apoiado pelo programa municipal “Viseu Cultura”.

 

 

 

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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