Canas 44 no TNDMII e Museu da Existência no CCB – Amarelo Silvestre

por Rua Direita | 2018.01.22 - 09:53

Os espectáculos Canas 44 e Museu da Existência, criações Amarelo Silvestre, serão apresentados nos próximos dias, em Lisboa, no Teatro D. Maria II e no Centro Cultural de Belém.   

 

CANAS 44

​©José Caldeira

Canas 44, com direcção artística de Victor Hugo Pontes e interpretação de Leonor Keil e de Rafaela Santos, será apresentado de 25 a 27 de Janeiro pelas 21h30 e no dia 28 pelas 16h30 na sala Estúdio Amélia Rey Colaço – Robles Monteiro, no Teatro Nacional Dona Maria II.

O espectáculo está integrado no ciclo Portugal em vias de extinção, promovido pelo Teatro Nacional Dona Maria II, e tem como metáfora de reflexão artística a própria biografia das intérpretes para, a partir das suas vivências enquanto cidadãs-artistas-mães -mulheres a viver em Canas de Senhorim, potenciar a reflexão maior acerca do país em que vivemos e em que viveremos nos próximos anos. Portugal que país será e quem seremos nós os cidadãos desse país?

Sinopse

Neste espectáculo há uma personagem que chega e há uma personagem que parte. Uma quer construir uma vida nova e a outra quer partir para ganhar mundo. Em comum, o mesmo lugar, Canas de Senhorim, que nunca é mencionado e, por isso, Canas é todos os lugares. Têm ainda em comum o número quarenta e quatro – anos de idade. A partir daqui constrói-se um universo autoficcional que especula sobre pessoas, lugares, ruas, que já não existem ou que estão em vias de desaparecimento, numa constante enumeração dessa memorabillia, como um movimento contínuo entre utopia e catástrofe, como se ressuscitar os mortos fosse uma forma de inscrevê-los na História.

Canas 44, co-produção Amarelo Silvestre, Nome Próprio, TNDMII, Centro de Arte de Ovar e Câmara Municipal de Nelas, já passou por Canas de Senhorim, Ovar, Covilhã e Sever do Vouga.

MUSEU DA EXISTÊNCIA

​©Luís Belo

O “Museu da Existência” está prestes a voltar a abrir portas: dias 3 e 10 de Fevereiro, sábados, com apresentações às 18h00, e 9 de Fevereiro, sexta-feira, às 21h00, no Espaço Fábrica das Artes_Centro Cultural de Belém.

Sinopse

Um homem, Senhor Melo, decidiu construir um Museu com objectos que as pessoas fazem existir. Objectos com memórias vivas.

O chapéu salva-vida, o pão torrado que alimentou um amor clandestino, a aliança da revolução que acabou com a guerra, a boneca que não se pode partir e tantos outros.

É isso o Museu da Existência.

Os objectos e as histórias são das pessoas que abriram a porta de casa ao Senhor Melo, um pouco por todo o país. Ele falou-lhes do Museu da Existência e elas decidiram fazer parte. Emprestaram e doaram as suas próprias memórias vivas. Os seus objectos.

O futuro dos museus é dentro das nossas casas. Quem o diz é Orhan Pamuk, Prémio Nobel da Literatura 2006, autor do livro Museu da Inocência, que conta a história de Kemal, um homem que construiu um museu de objectos a partir do momento mais feliz da vida dele próprio: o Museu da Inocência, em Istambul, na Turquia. O Senhor Melo conheceu Kemal e decidiu construir o seu próprio museu de objectos, a partir dos momentos mais felizes da vida das pessoas.

É isso o Museu da Existência. Uma casa.

Em Lisboa, a colecção do Museu da Existência inclui também objectos emprestados de pessoas do município.

 

O Museu da Existência, co-produção Amarelo Silvestre, Teatro Viriato e Centro Cultural Vila Flor, já passou por Viseu, Ovar, Sever do Vouga, Guimarães, Torres Novas, Coimbra, Nelas, Alcobaça, Alcanena, Águeda e Gafanha da Nazaré.

​Canas 44

direcção artística e dramaturgia Victor Hugo Pontes com

textos de Maria Gil e Fernando Giestas

interpretação Leonor Keil e Rafaela Santos
espaço cénico Henrique Ralheta
desenho de luz Cristóvão Cunha
música original Rui Lima e Sérgio Martins
adereços Lira
projeto paralelo* Fernando Giestas
apoio à montagem Carolina Reis
produção executiva Susana Rocha
apoio à produção Nome Próprio
co-produção Amarelo Silvestre, Nome Próprio, TNDMII, Centro de Arte de Ovar, Câmara Municipal de Nelas
apoio República Portuguesa – Cultura / Direção-Geral das Artes
parceria As Casas do Visconde
outros apoios Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Canas de Senhorim, Borgstena, Patinter

*com o Agrupamento de Escolas e o Centro Social e Paroquial de Canas de Senhorim

Duração 60′ M/12

MUSEU DA EXISTÊNCIA

Direcção artística Fernando Giestas e Rafaela Santos

Dramaturgia Fernando Giestas

Encenação Rafaela Santos

Interpretação Ricardo Vaz Trindade

Cocriação e interpretação Viseu, Ovar, Sever do Vouga e Guimarães João Melo

Interpretação Torres Novas e Coimbra Ricardo Correia

Concepção plástica, cenografia e figurinos Ana Seia de Matos

Concepção plástica digressão e Fotografia Carolina Reis

Concepção e design dispositivo cénico Henrique Ralheta

Desenho de luz Jorge Ribeiro

Apoio espaço sonoro Ana Bento

Design gráfico Luís Belo

Registo e edição vídeo Tomás Pereira

Consultoria museológica Susana Medina

Produção executiva Paula Trepado e Susana Rocha

Criação Amarelo Silvestre

Coprodução Amarelo Silvestre, Teatro Viriato, Centro Cultural Vila Flor

Projecto cofinanciado pela Direcção-Geral das Artes (Apoio Pontual 2015)

Parceria As Casas do Visconde

Apoio Câmara Municipal de Nelas, Lusofinsa, Borgstena, Patinter

Agradecimentos Chapelaria Confiança, Sapataria Custódio Domingos, Ourivesaria Lifon e Relojoaria Suíça (Viseu), Ourivesaria Joyarte, A Velocipédica, Ernesto Augusto dos Santos e Residencial Rossio (Canas de Senhorim); a todos os que contribuíram para este projecto, com histórias e objectos

Duração 90′ M/12

Projecto na área da comunicação social digital, 24 horas por dia e 7 dias por semana dedicado ao distrito de Viseu

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