Viseu e as Mulheres na Política… uma lufada de vitalidade

por Paulo Neto | 2017.09.16 - 14:00

 

 

É com imenso agrado que vemos chegar à política, no distrito de Viseu, Mulheres com uma enorme e sólida capacidade de intervenção activa, desassombradas, sem medos nem receios, capazes de enfrentar uma oposição hostil, estremunhada, engasgada, confortada, acomodada e muito pouco habituada a ser confrontada com a tibieza da sua actuação por quaisquer políticos, nomeadamente por Mulheres.

A título de mero exemplo e tantos podíamos dar por esse país fora, temos no Concelho de Viseu duas cabeças de lista à autarquia, Filomena Pires, da CDU e Lúcia Silva, do PS que são o claro exemplo da determinação e da capacidade de intervenção, centrada na essência, no conhecimento e no núcleo dos problemas do Concelho. Também nas listas do BE à Câmara e à Assembleia Municipal encontramos quatro nomes femininos de créditos firmados, Graça Martins, Catarina Vieira, Graça Pinto, Isabel Brito Moura e quatro outros nomes a firmar, Carolina Gomes, Maria Lourenço, Carla Albuquerque e Vânia Lourenço, entre dezoito candidatos. Bons auspícios…

Se o presidente da autarquia local lida mal com qualquer tipo de oposição ou com qualquer voz dissonante do seu recorrente e fatigante discurso de auto-elogio, se lida mal com as vozes livres que se lhe opõem na denúncia de uma política centrada no dizer-que-faz e no pouco feito, nas festarolices e no esquecimento das essenciais carências de uma população, jovem e desempregada e idosa e desamparada, carenciada de mais que foguetório e fogos-fátuos de auto-promoção, Almeida Henriques lida “pior” com uma forte oposição feminina que lhe vai escarafunchando nas feridas – que são imensas – da sua falhada gestão autárquica.

Mas é , porém e ademais, felizmente, um sinal dos tempos e, provavelmente, um forte indício de uma renovação arejada, destemida e sem o fétido bafio das sacristias onde muitos ainda bebem, à sombra de paredes velhas e às escondidas, o vinho da eucaristia que não lhes estava destinado, mas lhes é cumplicemente consentido.

Evidentemente que não há regra sem excepção. Também aqui a temos e basta olharmos para a “recém-fabricada” candidata do CDS-PP, obra de Hélder Amaral, que confundindo-se com o PPM, a chamou de “nossa rainha”, num patético crescendo da decadência de que tem dado provas nos últimos quatro anos, a mostrar bem que o partido que representa no distrito de Viseu merecia melhor do que aquilo que ele já não é capaz de dar.

A escolha da candidata que se centra, como se de uma catapulta futura se tratasse, no “Agora Viseu”, com incipiente conhecimento da realidade local, “caída de pára quedas” e a tentar assimilar aceleradamente os chavões que atira para o ar, sem consistência, mas com a arrogância inócua dos conflituosos, é o mau exemplo da excepção.

Felizmente que e também neste contexto existe a árvore e a floresta, o bom e o mau, o arrivismo e a missão.