Um pandemónio, por Viseu e Mangualde?

por Paulo Neto | 2018.09.23 - 11:23

 

 

“Mas pior ainda é que os humanos parecem mais irresponsáveis do que nunca. Deuses autoproclamados, com apenas as leis da física para nos fazerem companhia, não somos responsabilizados por ninguém. Estamos, assim, a espalhar o caos sobre os nossos companheiros animais e o ecossistema envolvente, em busca de pouco mais do que o nosso próprio conforto e divertimento, sem, no entanto, nos darmos por satisfeitos.”

Harari, Y.N. – “Sapiens – De Animais a Deuses”, Elsinore Ed.

 

De acordo com a informação que vamos recebendo na Rua Direita, o PS critica, o PSD acusa, o BE questiona, o PCP denuncia…

O PS critica, por voz dos seus 3 vereadores na CMV de que as contas do município já estão a vermelho e de que o presidente da autarquia recusa apresentar contas da Viseu Marca, essa estranhíssima PPP, ou lá o que é… e de que a Empresa Intermunicipal Águas de Viseu, não passa de um “processo errático com dirigismo absoluto”.

O PSD, desta feita o de Mangualde, pois o de Viseu vive bem com a “entourage”, acusa a autarquia de que o ano lectivo, na sua abertura, se apresenta em “modo caos”.

Mas o presidente do agrupamento não tem responsabilidades? Agnelo Figueiredo, ex autarca laranja com Soares Marques não é (ou era?) um indefectível do PSD local? Ou já não será tanto assim desde que, para se eternizar até à aposentação no lugar, sucumbiu ao “charme” do PS local?

O BE, directamente na Assembleia da República, questiona o Governo sobre “cheiros intensos e nauseabundos” da Etar de Canedo, em Mangualde, assim como sobre os depósitos de lamas em Canedo e em Calde, Viseu, oriundos da Etar Sul, querendo saber informações sobre a empresa transportadora para ambos os locais, IAC Ambiente, SA.

O PCP denuncia na Assembleia Municipal, António Almeida Henriques de ter um “comportamento agressivo, intolerante e insultuoso (…) para com os deputados que não lhe afagam o ego” e denuncia ainda o conceito pelo dito recém-criado de “inauguração de empreitadas”, depois da “política das obras boomerang ou yo-yo por regressarem todas sucessivamente ao ponto inicial, isto é, à estaca zero”.

 

Post scriptum: Do CDS-PP nada temos. Sabemos que existe ainda, titubeante, por voz do nosso estimado colaborador e presidente da Concelhia local, Carlos Cunha, esgotada que está a liderança de Hélder Amaral.