Tu quoque, Nicolau?

por Paulo Neto | 2017.04.02 - 08:20

Tu quoque, mi fili !

(Julio César para Brutus)

 

Amigo
Maior que o pensamento
Por essa estrada amigo vem 
Não percas tempo que o vento
É meu amigo também…

(Zeca Afonso)

 

“A Opinião de Nicolau Santos hoje no Expresso destaca o que considera ser bons exemplos de autarquias e de autarcas. Nesse lote de casos positivos está a estratégia municipal Viseu Primeiro, que tenho a responsabilidade e orgulho de liderar. Apesar de algumas imprecisões (a CUF não passou a gerir a Casa de Saúde de São Mateus e o MUV está ainda em fase de implementação), a referência elogiosa à estratégia imaterial de desenvolvimento de Viseu – social, económica, ambiental e de inovação – é um tónico para persistir neste caminho. Os frutos levarão o seu tempo, como todas as coisas na vida, mas estou certo que as boas sementes estão cá. “

Almeida Henriques dixit

 

A verdade do Nicolau, que também vai ser “feliz” em Viseu… ou, mais um bom pretexto para deixar definitivamente o Expresso na banca?

Fundas são as gamelas e longa a “bicha” de agamelados. Até parece a Repartição de Finanças de Viseu, pelas 08H30. Só que aqui são contribuintes, a esportular o IUC, o IMI, a derrama, para a “senhora câmara”.

Viseu é a capital da “estratégia imaterial”, de palpável e visível… pouco ou nada!

E até tivemos curiosidade de ir ao dicionário dissipar dúvidas e, de facto, lá esta: “Que não se constitui de matéria.
Que não se consegue tocar; impalpável.”
O que é imaterial? “ O que não é corpóreo; espiritual.”
Imaterial é sinônimo de: “intáctil, impalpável, incorpóreo, intangível, intocável .”

Era o que receávamos…

Quanto ao estimado Nicolau, percebe-se bem pelas imprecisões, no texto bem esgalhadas, que ainda não deglutiu bem o caldo que lhe foi servido, apesar de já ter mudado as ideias, e ainda bem, que tinha pré-concebido sobre os autarcas. É sempre excelente quando um “opinion maker” tão mediático muda de ideias.

Contudo, honra seja feita aos ideólogos-propagandistas do presidente: são “excelentes mais” a vender galgas aos incautos, aos jornalistas crédulos e aos compradores desprevenidos.

Tu quoque, Nicolau?