Moedas & Almeida… agora é que vai ser!

por Paulo Neto | 2018.04.06 - 09:41

Carlos Moeda, ex-colega de Almeida Henriques, ex-goldman sachs e deutsche bank (isto não lhe faz soar campainhas?) foi secretário de Estado no governo de Coelho e Portas. Depois, como é comum, vidé Arnaut, Durão Barroso e outros, foi escolhido por Passos Coelho para representar Portugal na Comunidade Europeia, tomando posse como Comissário para a Investigação, Ciência e Inovação.

O Moedas veio a Viseu a convite do ex-colega Almeida, que logo aproveitou para falar na revolução futura da cidade e dos 300 engenheiros híper-super-qualificados que hão-de chegar de programas Erasmus e de outros países para, finalmente, em 2019 (?) mudar a cidade. É desta que vai…

O verbo, como qualquer aluno da 6ª classe saberá, indica movimento, acção e um processo em desenvolvimento. O tempo do futuro é aquele que Almeida Henriques usa ou anda a usar desde que tomou posse, e remete sempre para um tempo longínquo da anunciação, arriscando-se assim a não ser desmentido pelo esquecimento e acriticismo do destinatário, ancho de imediatismo.

E é assim desde 2013 na Câmara Municipal de Viseu. Foi assim em 2017. Provavelmente será assim em 2021, no cumprimento do seu programa autárquico prenhe de inovação, riqueza, transformação, atracção e etc. e tal e coisa. Até hoje, tirando a “venda” do vinho, que encheu os bolsos a meia dúzia de discípulos de Baco, mantém-se num piaffer galante (passo equestre de Alta Escola que consiste em pôr o equídeo a galopar parado), mas no qual o cavalo não avança, antes se afunda no terreno que escarva com denodo, à custa de espora na ilharga e pingalim na tábua do pescoço…

Moedas, vem num “Roteiro da Ciência” a umas empresas “amigáveis” de Viseu e de Tondela fazer o frete ao “amigo”.

Ruas não se deixou enganar e fez-lhe o “manguito”, preferindo ir ali acima à Eslovénia.

O foguetório com Almeida Henriques acontece cronicamente no 31 de Dezembro, na Feira de S. Mateus e nas “parlapatonices” mediáticas quotidianas, das quais, infelizmente pouco se vê, pois “futurista” como é, tudo relega para um amanhã nebuloso e longínquo, tendo entretanto, acendido a mecha dos foguetes e apanhado as respectivas canas, acto no qual os “lacaios” das trombetas, bem afinados pelos patrões, muito dão ao fole. E é se querem…