Marques Luís e João Pinto Rodrigues substituem João Cota e Arlindo Cunha no CG do IPV

por Paulo Neto | 2018.03.21 - 11:23

 

O IPV é uma das instituições mais prestigiadas do nosso distrito. Durante décadas foi um feudo “laranja” com muitas polémicas geradas no seu seio, das quais, felizmente, muitas poucas transpiraram para a opinião pública.

 

João Pedro Antas de Barro ali pontificou durante décadas. Seguiu-se-lhe Fernando Sebastião.

Por cessação de funções deste em função da limitação de mandatos, surgiram dois candidatos à corrida pelo leme da casa. Monney Paiva e José Costa, este último vice de Sebastião. Todos nós ainda temos presente o processo que antecedeu a eleição e deu a vitória a Money Paiva.

Almeida Henriques, quis estar no Conselho Geral. Também era suposto estar o presidente da autarquia lamecense, à época, Francisco Lopes em fim de funções. Os seus nomes foram vetados.

Entretanto, João Cota, que foi ex-presidente deste CG e gosta de estar em todos os lugares que lhe dêem destaque e influência (quis estar improficuamente na presidência da CIM Dão Lafões; está na presidência do moribundo CERV; não arreda pé da AIRV, metendo uns amigos a intervalar para se poder recandidatar, etc., etc.) e Arlindo Cunha, o “patrão dos vinhos” (muito dependente no lugar da “simpatia” de Almeida Henriques), pediram a sua demissão de funções, alegando “não se sentirem confortáveis” por falta “de consenso consideravelmente alargado”. Evidentemente, uma treta de cariz político-partidário a servir de desculpa porque as “coisas” não lhes correram à feição e dentro da estratégia “paradise” que o “laranjismo” local havia delineado.

Por vacatura destas demissões, pensou-se, enfim, ir buscar os dois edis das maiores autarquias do distrito. Lembramos que se a sede do IPV está em Viseu, a ESTG funciona com polo em Lamego.

Todavia, os fãs desta solução, encabeçados pelo esbracejante derrotado José Costa, talvez perante uma triagem de 2ª escolha, desistiram dela, no rodopio político que os caracteriza, e não apoiaram o desiderato que antes era o seu “blason d’honneur”. Uma questão decerto de coerência. Convém recordar que se a autarquia de Lamego era “laranja”, passou entretanto a “rosa”…

Para os lugares deixados vagos foram Marques Luís, provedor da Misericórdia de Lamego e João Pinto Rodrigues, que coordena a CGD na região centro.

Lamentam-se estes “corridinhos”, no dizer do nosso colaborador e amigo Carlos Cunha. Mais se lamenta que o espírito de missão de muitos se cinja ao mero ziguezague partidário e à oportunidade pessoal (isto é um eufemismo…).

Felizmente que o IPV é grande de mais para torpedos tão pequeninos.