“Dever de memória”, é o apelo de Almeida Henriques

por Paulo Neto | 2018.10.22 - 13:27

 

Assim apoda o plumitivo colega a sua crónica da semana passada no CM. “Dever de memória”. Sem dúvida, neste vertente caso dos trágicos acidentes ocorridos em Portugal, fez um ano, no dia 15 de Outubro.

 

Mas o “Dever de memória” não pode ser apenas invocado para os acontecimentos “que nos dão jeito” ao sabor das circunstâncias e do bruáá demagógico.

O “Dever de memória” deve ser invocado sempre.  Nos bons e nos maus momentos. Por isso, todos nós devemos ter a memória de saber que António Almeida Henriques, a mais de meio da sua gestão autárquica, desde 2013, não fez mais do que “10% daquilo que prometeu aos viseenses”.

O “Dever de memória” deve lembrar-nos os milhões esportulados na promoção mediática, por todos pagos.

O “Dever de memória” deve presentificar-se num mandato e meio de festança & arraial.

O “Dever de memória” deve estar claro em todos os “inconseguimentos”, fracassos e polémicas que congregou e congrega em torno da sua actuação, desde as Águas de Viseu, aos parques de estacionamento subterrâneo, ao Mercado 2 de Maio, à requalificação do Centro Histórico, à Viseu Capital Europeia da Cultura, etc., etc., etc….

O “Dever da memória” está em recordar a sua efémera passagem pelo governo de Portugal e tudo quanto não fez e tudo quanto de menos acertado fez.

O “Dever da memória” está em pegarmos nas entrevistas dadas a um jornal local e chamarmos à colação os milhares de milhões que daquela boca saíram em miríficos projectos. Lembra-se? Eu lembro e tenho-os aqui ao meu lado. Os jornais, claro…

O “Dever da memória” está no seu contributo zero para o IP 3.

O “Dever da memória” está em dizer aos viseenses o que andou a PJ a fazer na CMV.

Lembrar é perguntar por aquilo que foi feito, por aquilo que está a fazer-se.” Não leve o meu querido plumitivo colega a mal que goste desta sua frase e que a vire para si próprio e para a sua actuação.

Será um direito, o de todos os viseenses se lembrarem de tudo o que está por fazer? Provavelmente. E deveria também ser o dever de o julgarem com o devido rigor no acto da votação.