Come with me, babe…

por Paulo Neto | 2018.05.13 - 17:41

 

 

Ou Walk with the President é a novo proposta do aparentemente egocêntrico presidente do município viseense, António Almeida Henriques.

Evidentemente que todas as Associações subsidiadas pela Câmara terão recebido o inaceitável convite. Com certeza que quase todas compareceram…

Nestas coisas manda o bom senso ir à Wikipédia ver do que se trata, no entendimento que não falta lá “remédio” para maleita alguma.

E sobre “culto de personalidade” diz-nos:

O culto de personalidade, ou culto à personalidade, é uma estratégia de propaganda política baseada na exaltação das virtudes – reais e/ou supostas – do governante, bem como da divulgação positivista de sua figura. Cultos de personalidade são frequentemente encontrados em ditaduras, embora também existam em democracias.

 O termo “culto à personalidade” foi utilizado pela primeira vez por Nikita Khrushchov no Discurso secreto para denunciar Josef Stalin, apesar desta ideia aparecer sem este nome desde a Revolução Francesa quando os líderes políticos deixaram de ser vistos como representantes de terceiros para serem vistos representantes de si mesmos. Khrushchov citou uma carta de Karl Marx, que critica o “culto do indivíduo”. Um culto da personalidade é semelhante a apoteose, exceto que ele é criado especificamente para os líderes políticos. O culto também pode aparecer como um culto a masculinidade artificial característico de lideranças políticas.

O culto inclui cartazes gigantescos com a imagem do líder, sua constante bajulação por parte de meios de comunicação e muitas vezes perseguição aos dissidentes. Além de Stalin, pode-se dizer de outros ditadores, anteriores ao discurso de Khrushchov, como Adolf Hitler, Benito Mussolini, Mao Tsé-Tung tomaram medidas que levaram ao culto de sua personalidade, assim como Saddam Hussein, Nicolae Ceauşescu, Rafael Trujillo, Kim Il-sung e Kim Jong-il.

E após esta leitura, logo pensámos, não, não pode ser uma questão de culto de personalidade, mas antes – e que ninguém duvide – um singelo convite para ir suar “with the President”. E dita assim, esta “sobralice”, até pode ter como resposta: “Yes, we can!”, que sempre tem mais pinta que “Bora lá!”

Ou então, no Trump style:

“Desculpe perdedores e aborrecedores, mas meu QI é um dos mais altos, e todos você sabem disso! Por favor, não se sintam tão estúpidos ou inseguros, não é culpa de vocês.” (Donald Trump)

Nova era, nesta smart city… eu que sou francófono vou a correr ao British Council… para poder Walk with the President.

Abençoados contadores de anedotas. Se o ridículo pagasse imposto, como o IMI, não era necessária cobrá-lo aos munícipes.