Almeida Henriques em busca do rumo perdido

por Paulo Neto | 2019.01.16 - 10:24

 

 

 

 

“A democracia é apenas aparente e negada na prática,  assegurando assim que a democracia na sua forma falsa oferece o consentimento do povo a um pequeno grupo de oligarcas. Isto é conseguido através de uma combinação do silêncio da população com um sistema fraudulento que transforma uma democracia funcional de participação e deliberação públicas em mera bazófia.

Raskin, Marcus – in prefácio de “Os Senhores do Mundo”, Chomsky, N., Bertrand Editora, 2016

 

Ninguém ignora que o maior problema actual do PSD… é o próprio PSD e as cisões internas que se esforçam por o esfarelar pondo em causa a eleição democrática de Rui Rio.

Almeida Henriques foi o mandatário nacional de Santana Lopes líder do partido Aliança. Todos sabemos o percurso político deste primeiro-ministro por uns meses, provedor da Misericórdia de Lisboa por 6 anos e advogado nos intervalos.

Provavelmente porque este carismático e inconstante líder não lhe deu o “colinho” esperado, bandeou-se para a nova putativa candidatura, a de Luís Montenegro. Político com muitos anos de experiência, pois há muito anda nas lides, o advogado da Sousa Pinheiro & Montenegro que tem tido a dita de ganhar contratos por ajuste directo com entidades públicas, nomeadamente com as autarquias de Espinho e de Vagos, capitaneadas pelo PSD, surge tonitruante a clamar pela Verdade do “poder perdido”.

Almeida Henriques já não causa admiração a ninguém. É assim mesmo na sua falta de constância e ausência de coerência. Depois, o líder da técnica mediática “Quem não comunica não existe”, investidor nato na friendly press, pela-se por mandar uns bitaites onde vê um microfone ou câmara de filmar. E como é um investimento seguro, a corte de “jornalistas”, por vezes mais parecida com os bobos da corte, cambalhoteeia e faz todas as momices para lhe agradar, trazendo-o sempre na ribalta e no “fake rufar” daqueles que Raskin apelida de “jornalistas incorporados”, esses de que o público precisa “para interpretar a realidade por si”.

O presidente da Câmara Municipal de Viseu é hoje “Um político sem voz“, que quer a todo custo ser ouvido.

Estas são mais algumas das suas incongruências, incongruências essas que e neste constante reviravoltar têm sido uma “chaga” para Viseu e para os viseenses.

Excepção feita daqueles que, de olhinhos cúpidos a brilhar de ganância e fauces alarves a babar-se, vislumbraram de há quase seis anos a esta data o úbero ancho, gordo e pródigo do poder instalado na praça da República.

 

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