Almeida Henriques e a ANA salvaram os viseenses de “morrer” à sede

por Paulo Neto | 2017.12.16 - 13:23

 

 

Claro está que como o próprio diz: “É preciso ter fé”. Claro, mesmo que seja “de que o Inverno continue a fazer o seu percurso”, pois “Viseu gastou 600 mil euros para que a água não faltasse nas torneiras dos munícipes: “500 mil euros na parte logística e 100 mil euros em bombas e outro tipo de aquisições que foi preciso fazer“.

É fantástica a ampla abrangência de acção deste autarca…

Depois de ter, com o seu clarividente e estratégico dinamismo, salvado da sede os munícipes e não obstante ter gasto “uma pipa de massa” para o fazer, provavelmente por terem sido descuradas todas as medidas profilácticas adequadas, nomeadamente a Barragem do Vouga, nas Maeirras, o autarca-maravilha não há dia que não dê uma entrevista sobre os metros cúbicos a mais e a menos da Barragem de Fagilde, assim como acerca das salvíficas e miraculosas cisternas, que não nos deixaram perecer à sede.

Todavia há algo que causa estranheza a muita gente – evidentemente que escrevo sobre quem pensa … Porque é que os gastos com a ÁGUA, bem essencial, vital, são diariamente apregoados numa lamúria incessante e NUNCA fala sobre os gastos com o VINHO, que há muito ultrapassaram largamente os invocados 600 mil euros (montante do qual duvidamos) o qual, é, em mais do que metade comparticipado pelo Estado?

Boa pergunta? Viseu é de 1ª água, já o sabíamos desde que o J. Sobrado ecoou o slogan. Porém, hoje e à luz do que se sabe e vê, Viseu será de 1º vinho e seria muito interessante sabermos quantas centenas de milhares de euros, esta autarquia gasta com ele.

Se a água é um bem vital sem a qual não passamos e todas as importâncias são poucas para que não falte, o vinho é uma bem acessório e o investimento nele feito beneficiará algumas – poucas – centenas de usufrutuários, a maioria de fora do Concelho, enquanto que a água é bebida pelos seus 100 mil habitantes…

Além disso, se os SMAS têm uma confortável situação económica fruto das tarifas hídricas cobradas, porque é que, em tempo adverso e de seca prolongada, não hão-de abrir os cordões à bolsa cheia de dinheiro pago pelos contribuintes?

Responda quem souber…