Percorremos caminhos rochosos, gastos pelo tempo…caminhos sofridos, sem uma melodia quente que nos aconchegue com carinho. Caminhos prepotentes que habitam e torturam cada vez mais o nosso tempo.
Testemunhamos dias escuros, em que o sol envergonhado se esconde enquanto as nuvens se abraçam e choram, ora docemente ora convulsivamente.
Somos vítimas constantes, temos pena de nós… talvez, por vezes, nos encha o ego chamarem-nos de “coitadinhos”! Defendemos uma postura de sofrimento egoísta que nos vitaliza o sangue e ilude a consciência.
Tornamo-nos escravos da nossa falta de adaptação, permitimos que a inteligência adormeça na falta de evolução. Aceitamos que o medo e a falta de coragem, proíbam a dança das emoções!
Vamos louvar a vida, os momentos … o amor…os desejos, as flores, o mar…as sereias que habitam o oceano, a coragem e a determinação com que carinhosamente fomos feitos.
E, se por momentos o sol se esconder, vamos hibernar no tempo, chorar sem medo, tal como as nuvens, ora docemente ora convulsivamente!