As entidades reguladoras da banca na Europa, EUA e Ásia declararam a guerra aos bancos?

por Rua Direita | 2013.12.09 - 13:41

Talvez não, porém começam a dar sérios sinais de que andam atentos – o que faltou a Constâncio e ao Banco de Portugal – e investigam as manipulações das taxas de câmbio. O 1º jornal a revelá-lo é o Süddeutsche Zeitung, ao escrever que a especulação com a moeda estrangeira serviu para influenciar o seu comportamento pelo conhecimento antecipado das taxas cambiais. São ainda acusados de cartelização. As multas cobradas a seis bancos internacionais por manipulação dos índices Euribor e Yen-Libor chegaram aos 1,7 mil milhões de euros. Entre eles e à cabeça está o poderoso Deustsche Bank.
Hoje, os governos mais poderosos começam a sentir-se inquietos com a investida não legitimada da banca. Por isso, decretaram o momento dos avisos sérios e do crescimento da regulação, como referiu Schäuble, ministro das finanças da Alemanha, “não foram os Estados que desencadearam a crise, mas sim o sector financeiro. A política deve manter-se alerta.”
Porventura não teríamos o caso BPN, BP e outros se, em Portugal, tivesse existido um estado de alerta, ou, pelo menos, a atenção necessária à gravidade e evolução da ofensiva bancária. Hoje, Constâncio tem um lugar de topo na hierarquia europeia do sector, no BCE, como recompensa pelo que não previu, nem viu, nem ouviu.
Os bancos agora multados são o referido Deutsche Bank, o Royal Bank of Scotland, o JP Morgan, o Citigroup, a Société Générale e a corretora RP Martin por “manipulação das taxas de juro em proveito próprio”, como adiante El País, congratulando-se por “Bruxelas agir finalmente contra a fraude”, chamando-lhe “punição dissuasora”.
A pergunta do milhão é esta: Porque só agora?
Por outro lado, a valorização do euro está a criar complicações graves, levando o BCE a tomar medidas urgentes e preventivas. O jornal La Tribune questionou-se “porque é que o euro continua forte apesar da política monetária mais acomodada?” O BCE respondeu: “Por causa da austeridade”.
A balança comercial da zona euro, fundada na dicotomia desenvolvimento das exportações/redução das importações levou ao aumento do seu excedente o que se traduz na procura de euros em detrimento dos dólares.
Assim sendo, e perante este cenário a pergunta: Austeridade até quando? A quem é ela tão conveniente?
Não seria chegada a altura do seu abrandamento?

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